Emicida e a polícia

Link para uma entrevista muito interessante do Emicida:

http://www.farofafa.com.br/2012/05/13/emicida-e-a-policia-o-dedo-encontra-a-ferida/4984?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

Abaixo, a música Dedo na Ferida:

Dedo na Ferida

 

 

A música “Kong” é racista?

Ministério Público abre investigação para apurar suposto racismo em música de Alexandre Pires

Renata Tavares

Do UOL, em Uberlândia (MG)

  O procurador da República em Uberlândia (556 km de Belo Horizonte) Frederico Pelucci instaurou procedimento administrativo para investigar denúncia de suposta discriminação racial na música “Kong” do cantor Alexandre Pires. O clipe, que tem no cenário homens fantasiados de macacos e mulheres seminuas próximo a uma piscina, tem participação do jogador de futebol Neymar, do funkeiro Mr. Catra, de David Brazil e foi dirigido por Maurício Eça.

A música, composta por Alexandre Pires e Cláudio Rosa (e que tem Neymar no clipe), foi divulgada em janeiro deste ano, mas os passos, que geraram polêmica agora, foram antecipados pelo jogador Daniel Alves durante comemoração de um gol do Barcelona contra o Real Madrid. Na época, o cantor disse que a música foi criada em um momento de brincadeira com os amigos e que o intuito era passar “alegria” para o público

Segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal, representantes do Movimento Negro encaminharam a denúncia no início da semana passada por meio da Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial. Os representantes entenderam que a letra, que diz  “o bonde do Kong não vacila. É instinto animal de leão com pegada de gorila”, compara negros aos macacos.

De acordo com o documento, a letra da música e o clipe têm conteúdos racistas e sexistas que “compromete as lutas do movimento negro na superação do racismo e no movimento das mulheres na superação do sexismo”.  Em outro trecho, o documento diz que combinando artistas e atletas, o clipe utiliza clichês contra a população negra e que “reforça estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual”.

O cantor Alexandre Pires foi ouvido pelo procurador no dia 3 de maio. Durante o depoimento, de acordo com o advogado do cantor, Neto Caixeta, Alexandre Pires negou que tenha agido de má-fé e que a letra tenha conteúdo racista. “Tanto o Alexandre quanto os outros autores da música estão tranquilos, porque a letra e o clipe são desprovidos de racismo”, afirmou.

O advogado disse ainda que os denunciantes tiveram interpretação equivocada da canção e que a denúncia não tem procedência. “O Alexandre [Pires] é defensor do Movimento Negro. A maioria dos participantes do clipe é negra. Jamais teve intenção de ofender.”

Até o momento, apenas o cantor foi ouvido pelo Ministério Público Federal e, mesmo com o procedimento instaurado, o procurador informou por meio do escrivão que os fatos estão em apuração e que, por enquanto, não deve se pronunciar sobre o caso.

A reportagem tentou falar com representantes do Movimento Negro, mas não obteve resposta.

Veja aqui o clipe e mande seu comentário:

Na sua opinião, “Kong” é racista? (justificar, claro!)

http://youtu.be/oGIJjgvysRU

Casamento Indiano

Belíssimas imagens de cerimônia de casamento para 25 casais em Allahabad, na Índia. Casamentos em massa na Índia são feitos por uma organização social chamada Sarva Vaish Chetana Samiti para ajudar as famílias que não podem pagar os altos custos da cerimônia, o dote e os caros presentes.

http://noticias.uol.com.br/album/120311casamentoindia_album.htm?abrefoto=6#fotoNav=1

O Haiti, a Onu e o Wikileaks – revelações

Do site “Conversa Pública”, a jornalista Natália Viana discute com dois outros jornalistas a situação do Haiti (e os interesses por trás de tudo). Vale a pena! (com legendas em português).

O Haiti e a ONU

Filosofighters

 

A Superinteressante criou o Jogo dos pensadores – e suas ideias. Bem interessante e divertido!

Para jogar:

http://super.abril.com.br/multimidia/filosofighters-631063.shtml

 

13 de maio: Dia de reflexão para os afro-brasileiros em todo o país

Celebrado nacionalmente, o 13 de maio é uma data controversa do calendário de lutas do movimento negro brasileiro.

O dia marca a assinatura da Lei Áurea, que determinou a libertação de todos os escravizados no País. Mas é comemorado com reservas, por não contemplar o protagonismo dos negros e das negras durante o processo que culminou na abolição formal da escravatura.

Eventos por todo o País estimulam a discussão sobre o que a abolição representou na vida dos afro-brasileiros e os motivos para celebrá-la. O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, participará de uma vasta programação durante a semana em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, contribuindo para as discussões.

RESISTÊNCIA – A Lei Áurea é, incontestavelmente, um marco histórico, pois impulsionou a libertação dos cerca de 800 mil negros mantidos no cativeiro no Brasil em 1888. Mas é indiscutível também que a abolição formal não resolveu questões essenciais para promover a real inclusão dos ex-cativos na sociedade brasileira – ponto das reflexões propostas pelo movimento negro.

A resistência dos escravizados, o grande número de fugas e a construção de centenas de quilombos indicavam que o sistema escravista estava prestes a ruir muito antes de 1888. Revoltas como a dos Malês, do Queimado e dos Alfaiates demonstravam o descontentamento das diversas camadas da sociedade, sobretudo, das populares, com o regime.

PALMARES – Uma das mais contundentes manifestações de resistência dos negros escravizados foi a criação do Quilombo dos Palmares – o maior da América Latina. Fundado pela princesa congolesa Aqualtune, mãe do lendário Ganga-Zumba, foi instalado na Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, no estado de Alagoas.

Criado no final de 1590, o Quilombo tornou-se um Estado autônomo, resistindo por quase cem anos aos ataques holandeses, luso-brasileiros e de bandeirantes paulistas e agregando negros e indígenas que fugiam do trabalho escravo. Em 1695, Palmares foi totalmente destruído, um ano após a morte de Zumbi dos Palmares, seu líder, no dia 20 de novembro.

20 DE NOVEMBRO – A data é comemorada em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra, por afirmar o papel ativo dos negros e negras durante o longo e sangrento processo que resultou na emancipação desse segmento social. A data é um contraponto ao 13 de maio, no qual a simbologia dominante é a de uma princesa branca concedendo a negros escravizados, submissos e passivos o bônus da liberdade.

O que se questiona é que a Lei Áurea não foi seguida por medidas efetivas para promover a integração social dos ex-cativos, abandonados à própria sorte. Após mais de 300 anos de sistema escravista, os quase 800 mil libertos não tinham para onde ir, o que comer, ou onde trabalhar, restando-lhes outra longa e sofrida jornada de combate à discriminação, à repressão e à miséria.

MARCOS LEGAIS – A Lei Áurea, assinada em 1888 pela princesa Isabel, foi a primeira legislação produzida em benefício da população negra, mas demonstrou-se insuficiente na promoção dos direitos dos afrodescendentes. Somente 123 anos depois, outro marco legal foi instituído, na perspectiva de saldar a dívida histórica deixada pela escravidão e sua incipiente abolição.

O Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, de 20 de julho de 2010) e a mobilização do movimento negro pelas cotas raciais em universidades e concursos públicos têm contribuído significativamente para a diminuição das desigualdades ainda provenientes do período escravocrata, e têm gerado benefícios reais para a população afro-brasileira.

Por todos esses motivos, o dia 13 de maio é uma data de reflexão, na qual devem ser discutidos os avanços e retrocessos da luta pela inclusão dos negros e negras nos espaços de cidadania desde a abolição formal do sistema escravista. Confira abaixo alguns dos marcos legais estruturados para combater o racismo e garantir os direitos dos povos descendentes de africanos escravizados no País.

*Colaborou Daiane Souza

Constituição Federal/1988

A Carta Magna registra, nos “Princípios Fundamentais” e nos “Direitos e Deveres Individuais e Coletivos”, respectivamente, o “repúdio ao terrorismo e ao racismo” e que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Foi a primeira Constituição da República a estabelecer a prática como crime.

Lei 7.716/1989 (Lei Caó)

Em vigorar há 20 anos, a Lei 7.719/1989, conhecida como Lei Caó, classifica o racismo como crime inafiançável, punível com prisão de até cinco anos e multa. Porém, a penalidade ainda é pouco aplicada. A maioria das condenações abriga o pagamento de indenizações e multas.

Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial)

Depois de tramitar por quase uma década pelas duas casas legislativas do País, o Estatuto da Igualdade Racial foi sancionado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, constituindo-se num marco da luta em defesa dos direitos de cerca de 90 milhões de pessoas. Com 65 artigos, é um instrumento legal que busca a correção de desigualdades históricas.

Lei 3.708/2001 (Cotas raciais)

A lei que passou a ser aplicada no Vestibular de 2002 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) instituiu o sistema de cotas para estudantes autodeclarados negros ou pardos, reservando a este segmento um percentual de 40% das vagas das universidades estaduais do Rio. A Universidade de Brasília (âmbito federal) também adotou o sistema, e colocou o assunto no centro do debate nacional, aumentando o número de estudantes negros na rede pública de ensino superior do País.

fonte: Géledes – Instituto da Mulher Negra

Discutindo o preconceito no Brasil: Segurança espanca cliente negro nas Lojas Americanas

No último sábado (23), o vigilante Márcio Antonio de Souza foi espancado por um segurança das Lojas Americanas, em Campo Grande (MS), acusado de furtar um ovo de chocolate, comprado em outra loja. Segundo relato da vítima ao site Midiamaxnews, o agressor não pediu a nota fiscal do produto e começou a agredi-lo depois de dizer “você é um ladrão e merece apanhar”.

Marcio garante ter sido alertado por outro segurança a correr, pois “o agressor era violento e lutador de Jiu-jitsu” e poderia matá-lo. As agressões provocaram uma fratura no nariz, ferimentos no olho, além de lesões nos lábios e no maxilar, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). Marcio será submetido a uma cirurgia para reparar os ferimentos.

Em entrevista à agência de notícias Afropress, o irmão da vítima assegura que a agressão foi motivada por racismo. A unidade das Lojas Americanas não registrou nenhuma ocorrência de furto.

O caso será investigado pela Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Campo Grande, que deve instaurar inquérito para apurar os crimes de racismo, lesão corporal, tortura, ameaça e calúnia.

Em 2009, o vigilante Januário Alves de Santana foi torturado por seguranças depois de ser tomado por suspeito de roubo do seu próprio carro numa loja dos supermercados Carrefour, em Osasco (SP). A vítima foi indenizada por danos morais e materiais. Os agressores foram enquadrados pelo crime de tortura, motivada por discriminação racial, medida inédita no Brasil.

http://www.radioagencianp.com.br/9674-seguranca-espanca-cliente-negro-nas-lojas-americanas