Pegada Ecológica – Teste

Calcule sua pegada ecológica e verifique se você vive de maneira sustentável:

 

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/infograficos/2012/06/14/calcule-seu-impacto-no-ambiente-com-esta-calculadora-de-pegada-ecologica.htm

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A Matriz Africana – breve apresentação

Segue abaixo o link para acompanhar uma breve apresentação sobre a “matriz africana” na formação do povo brasileiro.

http://prezi.com/uvn0rs1afqse/present/?auth_key=7ewg2r9&follow=oo40qszmfpl0#1

(basta ir clicando nas setinhas azuis à direita da tela)

Vocabulário Kaingang/Português

Ouça um pouquinho de língua indígena (kaingang) nessa página:

Image

http://kanhgag.org/dicionario

Assembleia Legislativa do RS aprova lei que proíbe uso de ‘estrangeirismo’

20/04/2011 Do G1, em São Paulo

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira (19), por 26 votos a 24, o Projeto de Lei (PL) 156/2009, que prevê a obrigatoriedade da tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa. O texto ainda deve ser encaminhado para sanção do governador Tarso Genro.

O texto do projeto é do deputado Raul Carrion (PCdoB) e não vale para nomes próprios. “Não queremos impedir o uso dos termos estrangeiros, apenas pedir a inclusão do termo equivalente em português caso haja tradução. Se não houver, que seja colocada a explicação do que o termo estrangeiro quer dizer.”

O Projeto de Lei determina que os órgãos, instituições, empresas e fundações públicas poderão priorizar na redação de seus documentos oficiais, sítios virtuais, materiais de propaganda e publicidade, ou qualquer outra forma de relação institucional através da palavra escrita, a utilização da língua portuguesa.

Carrion lembrou que costuma ler o termo ‘Sale’ nas vitrines de lojas, mas que prefere fazer compras em uma liquidação. “Por que temos que printar se podemos imprimir? A questão maior é incentivar o uso da língua portuguesa. Tenho certeza, por exemplo, que nossos publicitários têm capacidade intelectual para criar campanhas usando apenas a nossa língua.”

O deputado disse ao G1 que a lei não tem objetivo de punição. “Não é algo punitivo, mas educativo. A punição cabe aos órgãos fiscalizadores e vai depender de uma regulamentação, caso o texto seja aprovado pelo governador.”

Na justificativa apresentada para a provação do Projeto de Lei, o deputado considera que a língua portuguesa está sendo descaracterizada pela “invasão indiscriminada e desnecessária de estrangeirismos como “drink” (aperitivo), “recall” (revisão), “franchise” (franquia), “coffebreak” (intervalo para café), “self-service” (auto-serviço), todos com equivalentes consagrado em português”. No texto ainda cita termos na área da informática, como “site, mouse e-mail, home page, chip, on line, game etc”.

Carrion leu, durante a defesa da aprovação do Projeto de Lei, um trecho do discurso do senador Ronaldo Cunha Lima, de 1998. “Claro que se trata de uma caricatura do que pode chegar o uso de estrangeirismos em nossa língua, mas vale o alerta. Queremos defender o aprendizado do nosso idioma”.

 

Leia abaixo o texto lido pelo deputado Carrion na Assembleia Legislativa:

“A invasão de termos estrangeiros tem sido tão intensa que ninguém estranharia se eu fizesse aqui o seguinte relato do meu cotidiano: – Fui ao freezer, abri uma coca diet e sai cantarolando um jingle, enquanto ligava meu disc player para ouvir uma música new age. Precisava de um relax. Meu check up indicava stress. Dei um time e fui ler um bestseller no living do meu flat.

Desci ao playground; depois fui fazer o meu cooper. Na rua vi novos outdoors e revi velhos amigos do footing. Um deles comunicou-me aquisição de uma nova maison, com quatro suites e  até convidou-me para o open house. Marcamos, inclusive, um happy hour. Tomaríamos um drink, um scotch, de preferência on the rocks.

O barman, muito chic, parecia um lord inglês. Perguntou-me se eu conhecia o novo point society da cidade: times square, ali na Gilberto Salomão, que fica perto doi Gaf, o La Basque e o Baby Beef, com serviços a la Carte e self-service. (…) Voltei para casa, ou, aliás, para o flat, pensando no day after. O que fazer? Dei boa noite ao meu chofer que, com muito fair play, respondeu-me: good night.”

Artigo de Luis Fernando Veríssimo

Domínio

01.05.2011

O nome da montanha mais alta do mundo, “Everest”, vem de “Evresta”, palavra em nepali que quer dizer “Deusa do céu”. Você acreditou? A história parece plausível, mas acabei de inventá-la. “Deusa do céu” é mesmo o nome dos nepaleses para a sua montanha sagrada, mas só eles sabem como se pronuncia. “Everest”, o nome oficial, vem de sir George Everest, líder da excursão inglesa que mapeou a região no século 19.

***

Agora que se volta a falar em legislar sobre o uso de estrangeirismos na nossa língua é bom lembrar que quem escolhe o nome das coisas é quem tem o poder para isso, não necessariamente o direito. O primeiro homem a enxergar o novo mundo foi Rodrigo de Taina, vigia na “Pinta”. Ele teria direito ao prêmio prometido por Cristóvão Colombo a quem visse terra primeiro. Mas o comandante alegou que ele, Colombo, vira antes uma luminosidade que emanava da terra e assim pressentira a presença da América – que achava que fosse a Índia – antes que ela aparecesse. Colombo ficou com o prêmio e a glória porque, afinal, a ideia de chegar ao Oriente pelo Ocidente era dele, e por que a História era dos homens predestinados como ele. Dos que tinham o poder de dar nome às coisas, não dos insignificantes Rodrigos de Taina do mundo. Quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado das Tordesilhas, fizeram como Colombo: se apossaram de terras antes de vê-las. Começaram colonizando uma hipótese.

***

Colombo descobriu qual era o nome que os nativos davam às coisas, o que não o impediu de dar nomes novos, e de se apossar da sua história e dos seus costumes, assim como da sua geografia. E como ele pensava que estava nas terras do Grande Khan, estava se apossando de duas histórias, a dos selvagens e a do outro império, simultaneamente. Cabral e a sua turma, que se saiba, não se interessaram em descobrir se as coisas aqui já tinham nome. Batizaram seu Everest, no caso o Monte Pascoal, antes de pisarem na praia.

***

Dar nome às coisas é possuí-las. A colonização começa pela linguagem. Os estrangeirismos na nossa língua mostram quem tinha o poder sobre nossas vidas, combate-los é uma maneira de dizer que o domínio acabou, ou deve acabar. Porém, ai porém: acontece o contrário, a invasão aumenta. Tentar legislar contra esse tsunami é uma batalha perdida. Tem gente demais que confunde colonizado não com submisso mas com moderno. E dê-lhe “sale” em vez de liquidação e “delivery” em vez de entrega. A única coisa a fazer é esperar que, em algum momento, deem-se conta do ridículo.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110501/not_imp713195,0.php

Ficha de Leitura

Já diziam meus professores de português e redação: “o melhor jeito de aprender a escrever bem é lendo (muito!) e escrevendo”. Por isso, no espírito de unir o útil ao agradável, inventamos a ficha de leitura. Funciona assim: o(a)  aluno(a) lê algum livro (o que ele ou ela quiser, mas só vale livro, não vale revista nem jornal), preenche a ficha e entrega para a professora – eu – que contabiliza como atividade valendo nota (de 0,5 a 1,0 ponto por livro) para a disciplina (de Sociologia). Para fazer o download da ficha de leitura basta clicar no link (embaixo), baixar no seu computador, depois abrir no word, imprimir, preencher e entregar para a professora. Caso tenha alguma dificuldade, basta falar comigo, pois tenho algumas fichas já impressas que podem ser utilizadas.

Boa leitura!

link para a ficha de leitura: 

http://www.4shared.com/document/MCOCA8n-/ficha_de_leitura.html

Chacinas indígenas marcaram para sempre a Amazônia Ocidental

MONTEZUMA CRUZ

Editor de Amazônias

Massacres cruéis. No primeiro, os seringalistas João e Luiz Dantas mataram indígenas Oro Win, “porque eles flechavam os seringueiros”. No segundo, entre 1962 e 1963, no Igarapé Teteripe (ou Tabocal), jagunços do Seringal do Arquinda (dono do Alto Cautário) abriram as barrigas de mulheres grávidas, atiraram crianças de peito para o alto e as apararam na ponta de terçados. O velho Salomão Oro Win perdeu a mulher, um filho e seus irmãos. Ele mesmo enterrou os corpos.

Para se avaliar as conseqüências nefastas da invasão ao território indígena nos anos 1970 em Rondônia é preciso conhecer o que aqui ocorreu na década anterior, em 1963. Restavam 57 Oro Win, mas o sarampo e a gripe reduziram-nos a 31.

O seringalista Manuel Lucindo da Silva organizou uma expedição na cabeceira do Rio Pacaás-nova, para contatar os Oro Win. Ele era dono do Seringal São Luiz, em Guajará-Mirim, na fronteira brasileira com a Bolívia.

Sem êxito, Lucindo decidiu “punir os índios”. Segundo o Processo-Crime 6.362/78, participaram da expedição Luiz Barbosa, Raimundo Bezerra e Francisco Marinho, e os índios Valdemar Cabixi e Tem Noi Pacaá-nova. O grupo alcançou a aldeia e foi atirando para todo lado. Alguns índios baleados conseguiram fugir para a floresta, mas não resistiram. Saldo: nove mortos, dos quais, cinco crianças, um adulto, dois idosos e uma jovem.

Uma idosa e duas crianças não morreram na hora, mas foram posteriormente executadas pelo seringalista Lucindo, disse no processo-crime o índio Hotor Oro Win, filho de Salomão, que os sepultou. Os documentos judiciais traduzem a barbárie: Maria Mixem Toc Oro Win, mulher de Hotor implorou pela vida e só não foi liquidada por interferência de Valdemar Cabixi.

Juntamente com alguns feridos, levaram-na para a sede do seringal, mas no meio do caminho Maria percebeu que os outros índios ficaram para trás. Ouviu tiros. Encarcerada no seringal, ela apanhou bastante, mas um dia conseguiu fugir. Lucindo ordenou a Cabixi que a capturasse novamente. E assim ele fez, chegando armado à aldeia, onde deparou com índios desnutridos e apavorados.

Sem alternativa, os Oro Win se viram cercados pelos seringalistas de um lado e pelos Uru-eu-wau-wau de outro. Renderam-se. Um mês depois, Lucindo mandou incendiar as malocas. A resistência veio em seguida: os índios escaparam, chegando às margens do Rio Parati, onde ficava o seringal do Sr. Miranda Cunha, que pediu a Lucindo autorização para que Cabixi “resolvesse problemas” em sua área.

Mapa da Região

Seringueiros estavam abandonando as colocações e isso representava prejuízo para Miranda. Cabixi localizou novamente os índios e os levou para o Seringal São Luiz, mas oito deles fugiram. Salomão buscou-os e teve início, então, um período de escravidão indígena. Em troca do trabalho que começava de madrugada, eles recebiam peças de roupa e comida. A escravidão indígena durou até os anos 1970.

As mulheres sofreram mais: foram estupradas por jagunços e por familiares do seringalista. Nessa mesma década, no Paralelo 11, em Mato Grosso, jagunços das famílias Arruda e Junqueira matavam a tiros e a golpes de facão homens e mulheres Cinta-larga. Naquele estado e em Rondônia o extermínio indígena provocado por fazendeiros e seringalistas expôs a perversidade amazônica, algo que fez escola até para o trabalho escravo branco, que se repetiu no Vale do Guaporé até os anos 1990.

Os Oro Win, por eles próprios autodenominados, são remanescentes de um povo com sete clãs, todos dizimados e extintos. Cultivavam farinha de mandioca, feijão, milho, bananas, galinhas e plantas medicinais nas aldeias Pedreira e São Luiz, na cabeceira do Rio Pacaás-nova e nas margens do Igarapé Água Branca. No entanto, sua área tradicional fica dentro da Terra Indígena Uru-eu-wau-wau, que foi homologada pelo Decreto nº 275/91.

A Funai transferiu os Oro Win para o Posto Indígena Rio Negro Ocaia e lá eles conviveram com os Wari’, dos grupos Oro Nao, Oro Eo e Oro At. Existem e resistem.

Índios do município de Guajará-Mirim

http://www.gentedeopiniao.com/hotsite/conteudo.php?news=67446

Questão:

A partir da leitura do texto, escreva uma redação (mínimo de 15 linhas) sobre a relação entre brancos e indígenas no Brasil, da chegada do europeu até atualmente. Procure abordar as diferenças entre as culturas indígenas e as culturas européias (das quais somos herdeiros), a postura etnocêntrica e os interesses que os brancos tinham (e têm) pela terra habitada pelo índios.